
Certas profecias e com precisão bíblica têm beneficiado PETROLINA em extremo Oeste de seu Pernambuco a 766 quilômetros indiferentes da capital Recife.
Em Dezembro de 1954 curiosamente desembarcava em Petrolina e, para morar mesmo, o carioca LUÍS AUGUSTO FERNANDES, formado em engenharia Civil pela Universidade do Rio de Janeiro. Havia também contraído núpcias com uma moça da família Coelho de atividade política e econômica na cidade e região. O Brasil neste ano registrara a morte de seu presidente Getúlio Vargas e Petrolina testemunhara a precoce perda de um dos seus líderes, o Coronel Clementino Coelho, um lendário comerciante e empresário da exportação de pele animal. Dois impactos com influente refluxo em Petrolina, vocacionada ao comércio internacional desde o curtume à fruticultura irrigada de agora.
Desde período e ambientação política em uma acanhada Petrolina com 15 mil habitantes, inquietante para um pensador e exato LUÍS AUGUSTO FERNANDES. Convidado pelo grupo coelhista a disputar o governo da cidade e eleito foi feito prefeito de 1959 a 1963.
LUÍS AUGUSTO, um cuidadoso urbanista e da sensibilidade fundiária, tocador de projetos com investimento humanizado e metricamente com código de postura. Um técnico de habilidade social, mas, avesso ao compadrio fisiologista e medíocre da política eleitoreira. Combinou sua formação às necessidades do urbanismo que resgata a Petrolina da provisoriedade e arruados informes e improvisados em grosseria de seus passeios e áreas que pediam praças e jardins. Nascia consigo, assessorado por equipe qualificada e formação acadêmica, o PLANO DIRETOR que até hoje funciona como referência de consulta à distribuição demográfica e fundiária da cidade. Desde as avenidas largas e ruas de topografia racional. Também a erradicação de moradias primitivas e medidas preventivas à “favelização”. Petrolina saíra da precariedade rural e virava cidade mesmo a altura de sua bênção hídrica.
Luís Augusto não perdeu de vista a construção intelectual da terra com vocação capitalista. Instalou sua primeira Biblioteca Municipal e expressivo acervo bibliográfico. Nesse evento trouxe o planeta editorial brasileiro personalizado no livreiro Antonio Severo Santana, um petrolinense radicado no Rio de Janeiro. LUIS AUGUSTO era e das manifestações folclóricas e populares dessa antropologia ribeirinha e petrolinense. LUIS AUGUSTO apostara na política fundiária e alternativas de receitas líquidas da prefeitura, leiloando áreas para loteamentos residenciais e indenizando imóveis que obstruíam a fluidez e mobilidade urbana. À frente de seu tempo e cercado de assessoria técnica e fiscal construíra assim o arquivo municipal e um departamento de fiscalização bem como o necessário código de postura que até agora é instrumento de última geração.
Essa contribuição diferenciada e fundiária de PETROLINA lhe protege das anomalias arquitetônicas e garante acomodação demográfica para exigentes 300 mil habitantes neste 2016. A pracinha do Centenário ao lado da igreja Matriz e escultura assinada pelo excêntrico Celestino Gomes, artista plástico petrolinense de repercussão Internacional, interpreta bem o sentimento deste LUÍS AUGUSTO, PREFEITO sem pretensão carreirista ou nódoa moral em seu governo conferido por uma cidade que lhe acolheu e reciprocamente tratada com espírito público elevado e exemplar. Petrolina lhe deve um memorial e ainda lhe terá como credor depois de tudo. Cumprido seu mandato, LUIS AUGUSTO, ainda serviu como secretário de coordenação no governo de Nilo Coelho em Pernambuco entre 1968 a 1971 e em seguida foi secretário executivo o INCRA em 1972. E por razões pessoais e da profissão decidiu morar em Brasília onde faleceu nesta madrugada de sábado, 01 de outubro num agitado 2016 da ordem política. E coincidente véspera de eleição municipal onde o que move é a capitalização corporativa em vez das cidades e seu CÓDIGO MORAL. LUIS AUGUSTO MORRE maior por sua postura.
Por Marcelo Damasceno
Agradecimentos aos meus amigos
Avelar Amador – da revisão, pesquisa e imagens.
Aurélio Macedo – Dados biográficos do ex prefeito Luís Augusto.





