Os representantes do Sindicato da Construção Civil de Petrolina se preparam para mais um momento histórico da categoria. Eles realizarão sua segunda assembléia da campanha salarial.
“Estamos nos organizando e preparando a nossa pauta de reivindicações que será entregue aos patrões”, revela o presidente do sindicato da construção civil, José Valmir Ferreira.
A assembléia acontece no dia 13 de agosto às 8h na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Petrolina, que fica na Rua da Redenção, Nº 11, bairro Antônio Cassimiro.
A categoria espera que os membros do sindicato possam trazer sugestões para melhorar a situação dos trabalhadores da construção civil. Os trabalhadores reivindicam por salários mais dignos e condições como equipamentos de proteção para executarem suas funções.
Outra pauta considerada importante para a categoria é o reajuste salarial de 18%, que sendo aprovado faria uma enorme diferença na tabela salarial.
“Nossa pauta de aprovação da data base e campanha salarial começam com essa assembleia em favor com todos no estado, o patrão muitas vezes não quer ouvir, mas unidos vamos aprovar nossas reivindicações. Nós queremos também rever a questão do almoço nas obras e o café regional, não é só um cafezinho e dois pães porque isso é uma vergonha, somos do sertão, mas somos trabalhadores e merecemos o mesmo respeito que os trabalhadores da capital. Se for aprovado 18% também que seja, ou então aceitaremos uma proposta de acordo com a classe”, ressalta Valmir Ferreira.
Os anseios dos trabalhadores serão encaminhados à federação e em seguida as propostas serão levadas oficializadas para o Ministério do Trabalho, com o intuito da classe patronal acatar os pedidos.
O diretor da categoria em Petrolina Marcelo Pessoa, acredita que os direitos dos trabalhadores serão atendidos com a união dos sindicatos do Estado de Pernambuco.
“Sem a luta não vamos atingir nossos objetivos, hoje os trabalhadores tiveram prejuízos com as negociações coletivas em seus salários e no reajuste salarial. Nós que somos de Petrolina também não podemos perder os direitos que os trabalhadores do Recife têm e nós ficamos para último plano. Essa crise não afeta o patronato e sim os trabalhadores e nesta campanha, todos os sindicatos estarão unidos”, reforça Marcelo Pessoa.






