“Chances de que matadouro volte a funcionar é zero”, revela diretor-presidente da Vigilância Sanitária

    Jarbas

    A Prefeitura de Petrolina, que alega não ter conhecimento das irregularidades cometidas em relação a empresa responsável pelo abate irregular de animais em Juazeiro comprometendo a comercialização de carnes em Petrolina, foi admitida pelo  diretor-presidente da Vigilância Sanitária, Jarbas Costa.

    Costa ressaltou que pediu esclarecimento da empresa baiana responsável pelo trâmite comercial e segundo o diretor, foram solicitados documentos ao Ministério Público, sendo que a Abatal que possuía o SIF  teria que migrar toda a documentação para a Adagro, que deveria mudar a transferência para outra empresa.

    “Se a empresa utilizou de ‘má fé’ toda a documentação constatada como irregular como mencionou até mesmo o vereador Ronaldo Souza, vamos averiguar essa história, pois o município também foi o mediador de toda essa celeuma, assim como o ministério público, também com relação a Adagro. Vamos encaminhar uma nota conjunta para prestar esclarecimentos a população de Petrolina”, esclarece Jarbas Costas.

    A Adagro constatou que a carne vendida nos frigoríficos e feiras livres de Petrolina, não apresentam o selo de Inspeção Federal – SIF.

    Jarbas disse ainda que a fiscalização do matadouro de Juazeiro, mesmo quando enviava carnes para Petrolina compete à Adagro. Em relação a fiscalização nas feiras para combater o abate clandestino, a inspeção será feita individualmente pela Adagro ou pelo município, podendo também a parceria para a fiscalização ser coletiva.

    Sobre a possibilidade do funcionamento do matadouro de Petrolina a partir dessa celeuma, O diretor-presidente antecipa que a situação do órgão municipal é precária.

    “Foi feito um relatório por quatro médicos veterinários, e as condições para que o matadouro de Petrolina volte a funcionar é zero, nem ambiental, nem sanitária. No entanto, se a situação persistir, nós vamos sentar novamente com os órgãos responsáveis e encontrar uma saída e as consequências do trâmite dessa transferência de carnes da Bahia para Pernambuco compete ao estado, que já está averiguando o problema”, afirma.

    A vigilância sanitária de Petrolina ressalta também que não é responsável pela fiscalização e apreensão de produtos de comerciantes pernambucanos que forem pegos com carne vinda do município baiano porque a operação é irregular.

    “Nós vamos fazer uma reunião o mais breve possível e a população não vai ficar desassistida porque temos fornecedores de carnes competentes e ainda ressalto, por essa informação, Petrolina não consome carne clandestina cem por cento. E não precisamos colocar culpados nessa situação ou fazer política com o assunto, o importante é resolver”, finaliza.

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