Esperar a visão piorar para procurar um oftalmologista não é recomendado. Embora o embaçamento seja o sinal mais diretamente associado à necessidade de óculos ou à mudança do grau, algumas doenças podem avançar sem sintomas e serem identificadas durante uma consulta de rotina.
Segundo Maria Auxiliadora Frazão, médica oftalmologista e presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o acompanhamento da saúde ocular deve começar logo após o nascimento, com o teste do reflexo vermelho, conhecido como teste do olhinho. “As avaliações continuam durante a infância e devem se tornar mais frequentes com o avanço da idade”, afirma.
Ao nascer: a criança deve passar pelo teste do reflexo vermelho, que ajuda a identificar possíveis alterações oculares;
Até os três anos: deve ser realizada uma nova consulta oftalmológica;
Por volta dos sete anos: é indicada outra avaliação;
No início da adolescência: mesmo sem sintomas, uma nova consulta é importante;
Durante a adolescência: na ausência de alterações, as avaliações podem ocorrer a cada dois ou três anos;
Após os 40 anos: a recomendação é realizar consultas anualmente;
Quem já usa óculos: deve procurar o oftalmologista quando perceber piora da visão. Sem sintomas, o intervalo pode ser de um ano, dois anos ou até mais, conforme avaliação individual;
Pessoas com fatores de risco: histórico familiar de glaucoma, a diabetes, hipertensão e outras condições podem exigir acompanhamento mais frequente.






