O Governo de Pernambuco afirmou, nesta quinta-feira (20), que as acusações apresentadas no pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, “não correspondem aos fatos” e classificou a iniciativa de três deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) como uma movimentação de caráter político-eleitoral.
A manifestação ocorre após os deputados Rodrigo Farias, Romero Albuquerque e Sileno Guedes, todos do PSB, protocolarem, na quarta-feira (19), o pedido de impeachment, no qual apontam possíveis crimes de responsabilidade, atos lesivos ao patrimônio público e supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos relacionados à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns.
Um dos principais argumentos apresentados pelos parlamentares é a relação da unidade de saúde com Jorge Branco, marido de Priscila Krause. Segundo os deputados, durante períodos em que Priscila assumiu interinamente o comando do Estado, entre 2024 e 2025, foram autorizados cerca de R$ 200 milhões em orçamento que também alcançariam a unidade. O pedido sustenta que a situação deveria ser investigada por eventual conflito de interesses.
Gestão do PSD contesta dimensão das inconsistências
Na nota, o Governo de Pernambuco afirma que Priscila Krause não integra o quadro societário da Casa de Saúde, que presta serviços complementares ao Estado há 55 anos, atravessando 16 governos estaduais.
A gestão também afirma que a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) recebeu o relatório final do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) e que está adotando os encaminhamentos previstos na legislação, da mesma forma como faz com os demais prestadores de serviço.
O governo chama atenção para a dimensão dos apontamentos feitos pela auditoria. Segundo a nota, as inconsistências documentais correspondem a 1,4% do montante analisado.
A gestão também destaca especificamente os procedimentos de hemodiálise. De acordo com o governo, das aproximadamente 150 mil sessões analisadas individualmente, o relatório do DenaSUS contesta a documentação referente a 90 delas — o equivalente a 0,06% do total.






