A Polícia Civil de Pernambuco investiga a denúncia de estupro coletivo contra duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola municipal de tempo integral, localizada no bairro da Charnequinha, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a advogada que acompanha o caso, os abusos teriam ocorrido em dias diferentes e vieram à tona após uma das vítimas relatar o que havia acontecido.
“Uma das meninas teria entrado na sala de aula e cinco ou seis jovens que estavam no local deram uma rasteira nela, a derrubaram no chão e começaram a praticar os atos”, afirmou a advogada. Ainda segundo ela, a adolescente também teria sido agredida com socos na região dos seios.
A advogada relatou que a sala estava escura porque, segundo informações repassadas à família, os professores haviam coberto as janelas com papelão para a exibição de um filme.
Ainda de acordo com Luanny, após o episódio, a adolescente procurou a direção da escola. “A vítima procurou a diretora da escola, que teria pedido para ela não contar a ninguém, dizendo que tentaria resolver o caso”, afirmou. No dia seguinte, segundo a advogada, a adolescente se recusava a voltar à escola e chorava constantemente.
Segundo Luanny Porto, a turma tem 25 estudantes, sendo apenas três meninas. Após a segunda denúncia, uma das adolescentes contou que havia sofrido situação semelhante cerca de um mês antes. As adolescentes estão emocionalmente abaladas e solicitaram transferência da escola.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que, desde que tomou conhecimento da denúncia, adotou todas as medidas cabíveis para garantir a proteção das possíveis vítimas e a apuração dos fatos.
Por fim, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que não houve omissão por parte da gestão da unidade escolar nem da própria pasta, sustentando que todas as providências cabíveis foram adotadas desde que a denúncia chegou ao conhecimento da administração.






