O Nordeste e o Norte do Brasil concentram a maior proporção de causas inespecíficas nos registros de mortes por cardiopatias congênitas, o que dificulta o diagnóstico e acesso ao tratamento especializado. O dado faz parte de um estudo apresentado no Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or, realizado entre os dias 6 e 8 de agosto, no Rio de Janeiro, que analisou a mortalidade por malformações congênitas do aparelho cardiovascular em crianças e adolescentes brasileiros.
O trabalho, intitulado “Mortalidade por Malformações Congênitas do Aparelho Cardiovascular em Crianças no Brasil: Uma Análise Epidemiológica”, aponta que, entre 2015 e 2025, foram registrados 144.057 óbitos por malformações congênitas em menores de 20 anos no país.
Desse total, 39% estavam relacionados a cardiopatias congênitas e 55% das mortes ocorreram em crianças com menos de um ano de idade. O estudo também estimou uma taxa de mortalidade de 5,3 óbitos por 100 mil habitantes.
As cardiopatias congênitas são alterações estruturais do coração que surgem ainda durante a gestação, quando o órgão está sendo formado. Diferentemente das doenças cardiovasculares adquiridas ao longo da vida, como infarto, hipertensão ou colesterol elevado, elas já estão presentes no nascimento e podem variar desde pequenas alterações até malformações graves que exigem cirurgia nos primeiros dias de vida.
A incidência é de aproximadamente um caso para cada 100 nascidos vivos, o que faz delas a malformação congênita mais frequente na infância. (Crédito: Rede D’Or/Divulgação).






