O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira que está “tranquilo” e disse ter certeza de que conseguirá provar sua inocência nas investigações da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça relacionado ao Banco Master.
A declaração foi dada um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirar o sigilo da decisão que autorizou medidas de investigação contra o parlamentar.
Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner afirmou que o inquérito seguirá seu curso e disse que está concentrado na campanha pela reeleição ao Senado.
— Eu tenho certeza de que vou provar a minha inocência. O inquérito, evidentemente, demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição. Quero lhe dizer que eu estou muito tranquilo, como diz o presidente Lula, só quem sabe o que você fez é você mesmo. Eu sei o que eu fiz, eu estou tranquilo — afirmou.
Na quinta-feira, Mendonça retirou o sigilo da decisão que autorizou, em junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero. A medida permitiu à Polícia Federal acessar dados dos celulares de Wagner e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Segundo a decisão, a PF sustentou que as conversas entre Wagner e integrantes do núcleo investigado ocorriam, em sua maioria, por ligações telefônicas e mensagens de áudio, o que justificaria o acesso aos aparelhos para aprofundar as investigações. Os investigadores também alegaram risco de vazamento da operação, citando que um dos alvos procurou o gabinete do ministro no mesmo dia em que foram apresentados os pedidos de medidas cautelares.
A investigação apura suspeitas de que Wagner teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso em troca de vantagens indevidas, incluindo um apartamento de luxo em Salvador e repasses a empresas ligadas a familiares.
A defesa do senador nega as acusações, afirma que ele nunca atuou em favor da instituição financeira e sustenta que o imóvel citado jamais integrou seu patrimônio. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado).






