Pernambuco registra mais de 9 mil picadas de escorpião em seis meses; média é de 51 casos por dia

Um perigo silencioso que pode estar escondido dentro de sapatos, em pilhas de entulho ou em outros locais das residências, a picada de escorpião pode provocar desde dor intensa até a morte, principalmente entre crianças e idosos, grupos mais suscetíveis ao envenenamento sistêmico grave.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), 9.125 pessoas foram picadas por escorpiões entre janeiro e junho de 2026. O número representa uma média de quase 51 casos por dia. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve uma redução de 94 ocorrências, já que, no ano passado, foram registrados 9.219 casos nos seis primeiros meses do ano.

Apesar da leve queda no comparativo semestral, um recorte dos últimos três anos mostra tendência de aumento nos registros. Em 2025, Pernambuco contabilizou 19.608 casos; em 2024, foram 15.884; e, em 2023, 15.703 ocorrências.

Crianças e idosos correm mais riscos

Segundo o diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra, as picadas de escorpião representam maior risco para crianças, idosos e gestantes, que devem procurar atendimento médico imediatamente após o acidente.

“A picada de escorpião é mais perigosa e agressiva em crianças, sobretudo nas menores de 10 anos. Idosos e gestantes também exigem atenção especial. Outro grupo que costuma sofrer mais acidentes é o de homens adultos, principalmente aqueles que trabalham na construção civil ou na limpeza de terrenos. Porém, para esse público, os casos geralmente não evoluem para quadros graves, embora isso dependa da evolução clínica”, explicou.

Eduardo Bezerra reforça que, nos casos envolvendo crianças, idosos e gestantes, a busca por uma unidade de saúde deve ser imediata, já que o processo de intoxicação pode evoluir rapidamente.

Para os demais pacientes, a necessidade de atendimento dependerá da intensidade da dor e do surgimento de sintomas como febre, inchaço e mal-estar. Outra orientação é evitar a automedicação, pois alguns medicamentos podem mascarar sintomas ou agravar o quadro. (Foto: Carolina Braga/Esp.DP/D.A Press).

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