Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 3.811

This aerial view shows destroyed buildings in Caraballeda, La Guaira state, Venezuela, on June 28, 2026, following earthquakes. Thousands of rescuers, relatives and volunteers dig day and night through mounds of concrete to find survivors of the earthquakes that struck Venezuela more than three days ago, leaving nearly 1,500 dead and tens of thousands missing. (Photo by Miguel MEDINA / POOL / AFP)

Pelo menos 3.811 pessoas morreram até esta quarta-feira, 8, em consequência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas, segundo o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. Os dados apresentados na terça, 7, data da última atualização, registraram 3.685 vítimas (aumento de 126 mortos).

Os terremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, de acordo com o boletim lido pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

O desastre afetou especialmente o Estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edifícios foram atingidos, dos quais 190 desabaram completamente.

Também nesta quarta-feira, a presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III que o ouro venezuelano das reservas internacionais, retido no Banco da Inglaterra, seja liberado para que o governo local utilize os recursos no atendimento às vítimas dos terremotos.

No Banco da Inglaterra estão depositados lingotes de ouro da Venezuela, avaliados em US$ 1,9 bilhão. A Justiça britânica já havia recusado ceder o controle desses recursos ao então governo de Nicolás Maduro, por considerá-lo ilegítimo.

“Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro pertence ao nosso povo. É para enfrentar as consequências do terremoto”, declarou Delcy Rodríguez.

Mais cedo nesta quarta, o chanceler Yván Gil também havia pedido a liberação dos recursos da Venezuela “bloqueados” no exterior. A ONU, por sua vez, tenta arrecadar quase US$ 300 milhões para ajudar na recuperação do país.

Rodríguez afirmou ainda que conversou com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para insistir na liberação de recursos da instituição. (Foto: Miguel Medina/Pool/AFP).

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