Uma operação contra a fabricação de cigarros clandestinos, deflagrada nesta quinta (4), no Grande Recife, descobriu 25 trabalhadores paraguaios que estavam em condições semelhantes à escravização.
Deflagrada pela Secretaria estadual da fazenda (Sefaz-PE), Polícia Federal e Polícia Militar, a operação ocorreu em um condomínio localizado em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho.
Na ação, 19 pessoas foram presas. As equipes apreenderam cigarros falsificados já prontos para a venda, insumos, matérias-primas e equipamentos.
Os estrangeiros foram levados para a sede da Polícia Federal (PF), no Recife.
O que diz a Sefaz-PE
Por meio de nota, a Sefaz-PE disse que a fábrica foi localizada na manhã desta quinta-feira.
No local, foram encontrados grande quantidade de cigarros prontos para comercialização, além de matéria-prima e equipamentos utilizados na fabricação.
“Durante a operação, também foram identificados cerca de 25 trabalhadores de nacionalidade paraguaia, que estariam submetidos a condições análogas à escravidão”, acrescentou.
Até a última atualização desta matéria, 19 pessoas tinham sido presas.
“A Polícia Federal e a Polícia Militar foram acionadas e acompanham a ocorrência, que segue em andamento”, acrescentou a nota.
Avaliação
Chefe de uma unidade avançada da Sefaz –PE, o auditor fiscal João de Paula concedeu entrevista para emissora de TV.
Segundo ele, a fabrica foi localizada a partir de trabalho de inteligência.
Quando as equipes chegaram ao local encontraram os estrangeiros em situação precária de dormitório e alojamento.
Ele disse que a questão dos paraguaios vai ficar com a Polícia Federal.
A Secretaria da Fazenda atuará nos problemas fiscais da produção dos cigarros.
“Podemos informar, a principio, que o produto não tinha selo de controle fiscal”, acrescentou.
O auditor disse, ainda, que as equipes começaram, a levantar contratos para saber desde quando a fábrica estava operando.
“O nome do cigarro que era fabricado é Eight. Tem maquinários para produzir o cigarro no local. O produto seria feito para distribuição em Pernambuco”, observou.






