Voos entre Brasil e Portugal são cancelados devido à greve geral no país europeu

Uma greve geral marcada para quarta-feira, 3, em Portugal deve afetar voos entre o país europeu e o Brasil. A paralisação, organizada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), é contra alterações na legislação trabalhista de Portugal e deve afetar várias áreas, como saúde, transporte e educação, além da aviação.

O Aeroporto de Lisboa afirmou que, devido à greve, os passageiros devem verificar a situação de seus voos junto às companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto.

Segundo o jornal português Eco, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) estima que haja mais de 500 voos programados para quarta que podem ser afetados pela greve, além de viagens agendadas para dias anteriores e subsequentes à paralisação, que também devem ser impactadas.

A TAP Air Portugal disse, em comunicado, que realizará apenas 79 voos na quarta-feira. Destes, 17 terão como origem ou destino o Brasil, em aeroportos do Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

“A TAP está a contatar todos os clientes com voos cancelados e que ainda não alteraram as suas reservas para que sejam encontradas, em conjunto, as melhores alternativas de viagem”, afirmou a empresa, que não confirmou o número de voos cancelados

“Lamentamos todos os inconvenientes que decorram desta situação e estamos a trabalhar intensivamente para mitigar os transtornos que a mesma possa provocar aos nossos clientes.”

A Azul disse que precisou cancelar quatro voos: AD8750 (Campinas-Lisboa) e AD8900 (Viracopos-Lisboa), que sairiam do Brasil na terça-feira, 2, e AD8751 (Lisboa-Campinas) e AD8901 (Lisboa-Viracopos), que retornariam ao País no dia seguinte.

“Os clientes impactados estão sendo informados. A Azul lamenta a situação, totalmente alheia à sua vontade, e reforça que trabalha para minimizar possíveis impactos”, afirmou a empresa em comunicado. (Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP).

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