Com mais de 3 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por dia, Pernambuco alerta para vacinação de gestantes e bebês

Pernambuco está entrando oficialmente na sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre março e agosto, os casos aumentam, especialmente entre crianças de 0 a 2 anos. Nas primeiras sete semanas do ano, 53,1% das notificações de SRAG foram em bebês. Diante da vulnerabilidade do grupo, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) alerta sobre a prevenção vacinal para melhor proteger os pequenos durante o período mais crítico.

“É um período de aumento das chuvas e, consequentemente, circulação maior de vírus respiratórios, que pode afetar mais as crianças, principalmente crianças a partir dos 5 anos. Dentro desse grupo, os pequenos de 0 a 2 anos ainda são um pouco mais vulneráveis para o desenvolvimento do SRAG. Essas crianças têm maior comprometimento porque o sistema de defesa ainda não está totalmente desenvolvido. Elas estão sujeitas a adquirir infecções e a mais grave delas: a SRAG. Tem que ter cuidado, porque pode desenvolver mais resfriados, gripe, bronquiolite”, explica o Coordenador Médico em Infectologia da SES-PE, Lucas Caheté.

Até o último dia 21 de fevereiro, das 314 notificações de SRAG à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), 167 são na faixa etária de 0 a 2 anos, configurando uma média diária de 3,2 casos em 2026.

Em 2025, foram contabilizados 7.375 casos da enfermidade. Destes, 4.038 foram em bebês, equivalente a 54,7% do total.

A preocupação se dá pela evolução da síndrome. Em poucos dias, os pequenos podem passar de sintomas leves para a necessidade de suporte em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A SES destaca que essa não é a situação no Estado, mas que a prevenção à SRAG é ponto-chave para evitar uma sobrecarga das emergências pediátricas e, acima de tudo, salvar vidas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).

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