A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (28), uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país — por pessoas jurídicas — voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados.
Neste caso, a produção é restrita, compatível com a procura pelos itens e conforme indicado pelas empresas à Anvisa.
Está nos planos da Anvisa a criação de um comitê por ela coordenado, integrado pelos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária. Ficará incumbido de manter ações permanentes de controle e assegurar fiscalização e segurança em todas as etapas de produção.
A partir desta nova resolução do órgão também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.
Outra possibilidade que se abre é a importação da planta ou do extrato dela para a fabricação de medicamentos.
Ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.
As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais. (Foto: TV Brasil).






