Os trabalhadores da Atlântico Transportes, responsável pelo transporte público de passageiros em Petrolina (PE), realizaram nesta quarta-feira (19) protesto, após a empresa
convocar os funcionários para algumas reuniões para informar que irá encerrar as atividades até o final do mês de março, caso não haja o auxílio financeiro da Prefeitura de Petrolina para arcar com os prejuízos suportados pela operação deficitária.
São aproximadamente 30 ônibus que ficaram na frente da prefeitura de Petrolina (PE). Todas as linhas estão paradas em Petrolina (PE).
O Presidente do Sindicato, Elísio Rodrigues Campos, disse que o Sindicato dos Rodoviários não será omisso diante da crise no sistema de transporte e que os rodoviários não suportam mais serem demitidos e prejudicados.
“A empresa colocou um comunicado de uma reunião, onde passou que iria abandonar o sistema em Petrolina, a questão é que os trabalhadores ficam preocupados com a verba rescisória, pois se a empresa for embora quem vai assumir o sistema?”, questiona.
Os funcionários temem que a empresa encerre o contrato com o município, uma situação que está sendo analisada pelo Ministério Público, como explica o diretor-presidente da AMMLA, Edilsão do Transito.
“A lei não permite interromper o direito de ir e vir, e o transito está parado, a mobilização pode acontecer, mas sem atrapalhar o fluxo. Foi feito um processo para que paguem um subsídio para eles, o Ministério Púbico deverá em breve conceder um parecer, estamos em negociação e a empresa informou que não estava sabendo dessa paralisação, estão antecipando um problema que ainda nem aconteceu”, ressaltou o diretor.
O sindicato emitiu nota sobre a real situação na cidade. Confira um trecho:
A direção do Sindicato dos Rodoviários denuncia à sociedade que o encerramento das atividades da Atlântico Transporte Ltda. comprometerá a circulação da população, comprometendo o transporte diário de trabalhadores, estudantes; da população em geral.
Informa o Sindicato dos Rodoviário que desde o início da pandemia do COVID19 houve a redução de mais de 50% dos motoristas e, mesmo com o fim da pandemia, não houve a recontratação o que significa a redução do número total de postos de trabalho e que a redução do número de motoristas prejudicou a qualidade do serviço de transporte na cidade. Além da ameaça da Atlântico de abandonar o sistema, o Sindicato dos Rodoviários denuncia as precárias instalações sanitárias dos terminais, inclusive a demolição do único sanitário que existia no Terminal do João de Deus.