Pré-Carnaval: pomadas para cabelo provocam lesões nos olhos em mais de 20 pessoas

Durante o período carnavalesco, o uso de produtos capilares e para a pele se intensificam para aprimorar as fantasias utilizadas nos festejos, mas é necessário estar atento ao uso excessivo e à procedências destes itens. Somente nos primeiros 30 dias de 2025, a Fundação Altino Ventura (FAV) atendeu 22 duas pessoas com queimaduras oculares por conta do contato desses produtos com os olhos.

A Fundação alerta que estas irritações acontecem porque as pomadas, que são amplamente utilizadas por trancistas, podem escorrer para os olhos por conta do suor ou contato com água.

Os principais sintomas relatados pelos pacientes são coceira nos olhos, vermelhidão, irritação, ardência e inchaço. Em casos mais graves, a visão fica turva até chegar ao ponto em que não é possível enxergar nada.

Em casos como este, é recomendado lavar os olhos com água corrente e procurar atendimento oftalmológico o mais rápido possível. A principal orientação dos especialistas é não usar nenhum tipo de pomada de origem desconhecida. Também é importante verificar se o produto utilizado tem registro no site da Anvisa e saber manuseá-lo.

Confira as orientações da Fundação Altino Ventura:
  • Evite o uso excessivo de pomadas e produtos capilares próximos à região dos olhos;
  • Utilize óculos de sol ou de proteção para reduzir o risco de contato com substâncias irritantes;
  • Em caso de qualquer incômodo ocular, evite coçar os olhos e procure um especialista.
Além disso, o Ministério da Saúde orienta que os usuários desses produtos façam  um teste de alergia em uma pequena área da pele antes de aplicar o cosmético em toda a parte desejada.
Use apenas a quantidade indicada. Não exagere, passar além do recomendado pode ser prejudicial. Na hora de retirar a pomada, lave os cabelos com cuidado, inclinando a cabeça para trás para evitar o contato do produto com os olhos.
Desde 2023, a Anvisa já cancelou 3.007 pomadas para fixar e modelar cabelos como forma de garantir que haja somente a venda de produtos seguros. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil).

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