O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comemorou o convite recebido para a posse de Donald Trump (PL) e afirmou que estaria animado “como uma criança”, em entrevista ao The New York Times.
Bolsonaro também teria dito que “pede a Deus” pela chance de “apertar a mão” do aliado reeleito nos Estados Unidos, caso seja autorizado a comparecer ao evento.
Isso porque, o passaporte dele está retido desde fevereiro do ano passado, após ter sido alvo de investigações ligadas à trama golpista. Um pedido de liberação do documento foi protocolado pela defesa e está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Otimista em relação à recondução de Trump à Casa Branca, Bolsonaro descreveu o aliado como “o cara mais importante do mundo” e reconheceu o convite como “um gesto para se orgulhar”. Ele foi chamado para comparecer à cerimônia por um e-mail encaminhado para o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
— Estou me sentindo criança de novo com o convite do Trump. Estou animado. Não vou nem tomar mais Viagra — disse.
Durante a entrevista, no entanto, ele também teria admitido a possibilidade de acompanhar o evento de casa. Na tarde desta quarta-feira, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, recomendou que Moraes mantenha o passaporte retido, afirmando que a viagem não atenderia “o interesse público”.
“O requerente não apresentou fundamento de especial relevo que supere o elevado valor de interesse público que motiva a medida cautelar em vigor. A viagem desejada pretende satisfazer interesse privado do requerente, que não se entremostra imprescindível. Não há, na exposição do pedido, evidência de que a jornada ao exterior acudiria a algum interesse vital do requerente, capaz de sobrelevar o interesse público que se opõe à saída do requerente do país”, pontuou Gonet. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo).






