As mudanças climáticas e o aumento da temperatura global impactam diretamente na torneira de casa. Um novo estudo, realizado pelo Instituto Trata Brasil, mostra quais são os estados brasileiros que terão os serviços de tratamento de água e esgoto mais afetados por causa da intensificação de tempestades, ondas de calor e secas até 2050.
Segundo o estudo “As Mudanças Climáticas no Setor de Saneamento: como tempestades, secas e ondas de calor impactam o consumo de água?”, realizado em parceria com a WayCarbon e divulgado nesta terça-feira, Dia Mundial do Saneamento Básico, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados com mais risco de terem o seu abastecimento de água afetado por tempestades.
Já o impacto por ondas de calor tem risco maior no Mato Grosso do Sul e Amazonas, e as secas são as principais ameaças para os sistemas do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Para os cálculos de níveis de risco, os pesquisadores se basearam nos modelos climáticos do CMIP6 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 6), usado no 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), e nos dados oficiais das redes de saneamento dos estados e municípios brasileiros.
Ou seja, uma cidade não está em situação vulnerável, segundo o estudo, somente pela projeção de aumento de tempestades, mas pela combinação dessa previsão com a oferta existente no local de estações de tratamento de água e esgoto, e densidade populacional.
A tendência é que, até 2050, as ondas de calor e as secas se intensifiquem no Norte, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, enquanto as tempestades sejam o problema mais comum das regiões Sul e Sudeste. (Agência O Globo/Foto: Arquivo)






