Do abandono familiar às inúmeras medalhas na Paracanoagem, veja a história de Jane Silva 

    Diagnosticada com um câncer agressivo, o osteossarcoma femoral, aos 23 anos, Jane Cleide da Silva podia ter desistido da vida, mas ela não o fez. Encontrou na paracanoagem, a razão para continuar e perseverar em sua jornada através do esporte.

    Hoje, aos 43 anos, a paratleta mostra com orgulho as diversas medalhas conquistadas nas competições de Paracanoagem no Brasil. No programa Edenevaldo Alves, na Rádio Petrolina FM, Jane contou a sua história de superação.

    “Conheci a paracanoagem num momento difícil da minha vida. Aos 23 anos fui diagnosticada com  osteossarcoma femoral, um dos tipos de câncer mais agressivos. Fiz o tratamento de quimioterapia e tive que amputar minha perna direita por conta da doença. Eu também fui abandonada pela família, por esposo, na época, meu filho tinha 8 anos e sentia vergonha de minha condição. Não foi fácil. O mais difícil de lidar foi com a rejeição do meu filho”.

    “Fui trabalhando a minha mente, e se passou vários anos ,terminei a quimioterapia, depois de tudo isso entrei em depressão profunda, achei que minha vida tivesse acabado . Mas minha vida não acabou, encontrei forma de viver com a paracanoagem na minha vida. Foi ela que me resgatou de tudo que passei, trouxe a minha vida de volta e vi que existe vida após a amputação. Hoje me tornei paratleta de paracanoagem, sou campeã brasileira obtendo terceiro lugar ano passado, sou campeã de paraciclismo em Juazeiro e o mais recente agora, dia 19 em Curitiba no Paraná obtive o espaço mais alto, primeiro  lugar na paracanoagem”.

    Para conquistar mais pódios no esporte, Jane precisa do apoio das pessoas. Em breve ela disputará o Campeonato Brasileiro de Maratona em Brasília. “As passagens eu já tenho, agora preciso de apoio, pois faltam recursos financeiros  para estadia, alimentação e transporte. Também preciso de academia (patrocínio). Preciso de abraço, apoio porque o que posso mostrar de resultado é a minha garra em vencer as competições”, explicou.

    Como ajudar

    Para ajudar basta fazer doação em dinheiro por meio da chave Pix (telefone):  75 9 8899 1382 , no nome de Jane Cleide da Silva.

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