‘Esmeraldas gigantes’: em duas décadas, cinco pedras foram achadas na Bahia; empresário de Petrolina (PE) adquiriu uma

    Cinco pedras gigantes de esmeraldas foram encontradas em um intervalo de 23 anos, em uma mina que fica em uma cidade de 19 mil habitantes, no sertão do norte baiano. A última delas, uma pedra preciosa — de matriz preta com esmeraldas verde — de 137 quilos, encontrada na Mina Carnaíba, em Pindobaçu, foi arrematada por R$ 175 milhões na terça-feira (28), por um leilão da Receita Federal.

    O valor mínimo de lance para arrematar o item valioso era de R$ 115 milhões. De acordo com a Receita Federal, apesar de considerado alto, o valor da pedra ainda estava abaixo do que ela vale, conforme aponta o laudo técnico geológico, a partir de uma perícia feita em 2 de agosto de 2022. A pedra tem 60 centímetros de altura, 20 centímetros de largura e 20 centímetros de profundidade.

    O relatório do item afirma que a precificação da mercadoria não segue os métodos de avaliação de gemas para o mercado de joias e que essa peça apresenta valor comercial para colecionadores, museus e universidades, “dada sua raridade e beleza própria”.

    A segunda pedra encontrada tem 360kg e foi encontrada na Mina da Carnaíba em abril de 2017, avaliada em R$ 300 milhões.

    A pedra foi localizada a 200 metros de profundidade pela Cooperativa Mineral da Bahia, que tem autorização para explorar a área, e vendida a um minerador da região.

    Por motivos de segurança, o dono da pedra bruta não quis dar entrevista e nem informou quanto pagou pela esmeralda. Ao g1, o advogado dele informou que o cliente providenciou documentação para legalizar a propriedade da pedra adquirida por ele.

    A terceira pedra, que pesa 137 kg e possui 60 cm, foi encontrada em julho de 2017 na Mira Carnaíba, e adquirida por um empresário do município de Petrolina e um investidor de Curaçá, no norte da Bahia. O minério foi avaliado em aproximadamente R$ 500 milhões.

    O empresário de Petrolina e um dos donos da esmeralda, que preferiu não se identificar.

    O empresário disse ainda que adquiriu a peça devido à sua raridade e o destino da esmeralda gigante seria, a princípio, a comercialização no mercado externo. “ A esmeralda chama à atenção por se tratar de uma peça rara, uma das únicas do mundo com peso e tamanho semelhantes. Ela é uma verdadeira obra de arte esculpida pela natureza e com certeza será desejada por colecionadores, museus e universidades”, relatou.

    Segundo o advogado dos donos do minério, foram providenciados o certificado de origem e a nota fiscal de compra, assim como todos os trâmites junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o Fisco, processo para demonstrar a regularidade e legalidade das transações.

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