A “Operação Doze Malas” foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), com apoio do Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Choque. O trabalho buscou desarticular uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas e é um desdobramento da investigação que levou à prisão de oito passageiros por tráfico internacional de drogas no aeroporto de Fortaleza no dia 30 de abril. Um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador (BA).
As investigações da PF apontaram indícios de que as amostras de droga contidas nas bagagens dos oito presos tinham uma mesma característica química. A investigação apontou ainda a participação de uma mulher de 27 anos, residente em Salvador, no crime. Ela estaria vinculada a uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A mulher, presa hoje, teria sido a responsável por cooptar os réus presos em flagrante em abril, tendo organizado a viagem deles para Lisboa, em Portugal, sendo inclusive responsável pela compra das passagens e pagamento da estadia. Também coube a ela monitorar a prática criminosa dos oito flagrados.
A investigada pode responder pelo cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico de drogas, com penas somadas de até 35 anos de prisão, sem prejuízo da descoberta de outros crimes mais graves praticados, a partir da análise do material digital apreendido. As investigações continuam, com análise do material apreendido.






