Caso Beatriz: Nunca disse à Polícia Federal que algum perito teria recebido propina para fraudar laudo”, afirma delegada Polyana Neri

    A Associação dos Delegados de Polícia Civil de Pernambuco (ADEPPE) vem a público manifestar os devidos esclarecimentos em face da reportagem do Jornal do Commercio intitulada “Caso Beatriz: Juíza pede informação sobre suspeita de que perito recebeu R$ 1,5 milhão para fraudar laudo” a qual aponta que a Delegada de Polícia Civil Polyanna Neri teria repassado essa informação à Policia Federal.

    De início, cabe registrar que a Delegada Polyanna Neri foi designada em caráter especial pela Chefia de Polícia para apurar o crime citado em novembro de 2017, deixando a presidência do Inquérito Policial em março de 2020 a pedido e por motivos de foro íntimo. Em seguida, o Chefe de Polícia designou outros delegados para concluir a investigação.

    Ademais, a Delegada Polyanna Neri informa que, durante o período que esteve à frente do “Caso Beatriz”, realizou apenas reuniões de apoio técnico com a Polícia Federal e jamais repassou informação acerca de autoria, motivação e individualização de conduta de qualquer suspeito. Não há, nos autos, sequer, qualquer informação documentada no sentido dessas acusações.

    Oportuno esclarecer que a informação acerca de suposto recebimento de quantia em dinheiro por parte de um perito criminal para fraudar perícia do “Caso Beatriz” se encontra num relatório/representação de medida Cautelar da Operação Metástase de responsabilidade da PF em trâmite na vara criminal da comarca de Salgueiro e, por motivos ainda não conhecidos, foi juntado ao processo criminal que apura o homicídio da criança na comarca de Petrolina.

    A Delegada Polyanna Neri enfatiza que nunca mencionou, citou, relatou ou indicou à Polícia Federal que algum perito teria recebido qualquer quantia em dinheiro para fraudar perícia de local de homicídio ou qualquer outra perícia. Essa informação é INVERÍDICA.

    A ADEPPE confia no trabalho desenvolvido pela Delegada Polyanna Neri, bem como nos demais Delegados de Polícia que presidiram a investigação complexa e com repercussão nacional. A ADEPPE acredita que, com desfecho conclusivo pela Polícia Judiciária, o acusado seja levado a júri popular e tenha sua sentença condenatória proferida com base nas provas produzidas.

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