Pesquisa investiga relação entre baixo nível de testosterona e agravamento da Covid-19

    Que a Covid-19 é uma doença multissistêmica, atacando diversos órgãos do corpo ao mesmo tempo, os médicos já sabem. Os fatores de maior risco associados à piora do quadro clínico também já foram descritos.

    Um desses fatores, encontrado a partir de estudos feitos em todo o mundo, é ser do gênero masculino. Já foram investigados marcadores genéticos -homens possuem cromossomos X e Y, enquanto mulheres têm dois cromossomos X-, imunológicos -homens são mais suscetíveis a doenças infecciosas do que as mulheres, que têm maior incidência de doenças autoimunes- e metabólicos, incluindo a maior ocorrência nos homens de comorbidades em conjunto -como doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, dentre outras.

    Agora descobriu-se que o sistema endócrino (responsável pela produção de hormônios) também parece estar envolvido. A ciência ainda não sabe quais são os mecanismos biológicos por trás dessa maior gravidade em homens, mas tudo parece estar ligado à presença do hormônio sexual masculino, a testosterona.

    Um estudo ainda em andamento na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto está buscando a resposta para por que em homens com quadro agravado de Covid o nível de testosterona no sangue é menor.

    Os resultados preliminares da pesquisa, coordenada pela imunologista Cristina Ribeiro de Barros Cardoso, já demonstram que a baixa quantidade de testosterona é vista tanto em homens com 35 anos e quadro agravado de Covid quanto naqueles de 70 anos, que já possuem naturalmente taxas mais baixas desse hormônio.

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