Bolsonaro impõe novas regras para escolha de reitores de universidades federais

    O governo publicou uma medida provisória (MP) com regras para a escolha de reitores em universidades e institutos federais de ensino.

    De acordo com o texto, os votos dos professores terão peso de 70%. Já a escolha de servidores técnicos e estudantes terão peso de 15% cada. Na prática, boa parte das universidades determinava pesos iguais para professores, alunos e funcionários.

    Há previsão de votos diretos e formação de lista tríplice para escolha do presidente da República, que segue tendo direito de escolher qualquer um dos candidatos, sem preferência para o mais votado.

    A MP está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade.

    Pelas regras da MP, está definido que:

    • é obrigatória a realização de consulta à comunidade acadêmica
    • os votos serão “preferencialmente” eletrônicos e facultativos
    • há pesos diferentes para o voto de cada integrante da comunidade acadêmica: professores terão peso de 70%; servidores e estudantes, 15% cada, tanto para universidades quanto para institutos federais. Antes, o peso dos votos era o mesmo no caso dos institutos e as universidades federais também seguiam esta orientação
    • só poderá votar quem estiver atuante na função
    • os votos formarão uma lista com os nomes dos três mais votados
    • a lista será submetida à escolha do presidente da República
    • a escolha se dará “entre os três candidatos com maior percentual de votação”
    • não haverá preferência pelo mais votado
    • está revogada a reeleição para o cargo
    • professor que tenha substituído o reitor titular por mais de um ano não poderá se candidatar na eleição seguinte
    • caberá aos reitores a escolha do vice e dos dirigentes das unidades nas federais

    Outro estabelece que os candidatos a reitor não poderão ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa.

    Apesar de a lei anterior já permitir que o presidente da República escolhesse qualquer um dos três nomes, o primeiro da lista era, até então, tradicionalmente o escolhido pelos últimos governos.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui