O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle, informou ter solicitado à Justiça a prorrogação do prazo para apresentar respostas sobre a investigação do assassinato do médico cardiologista Denirson Paes, em Aldeia. Após a divulgação do laudo que aponta asfixia por esganadura como a causa da morte, como a Folha de Pernambuco informou com exclusividade nessa quarta-feira (22), falta saber agora quem foi o autor do crime e como ele ocorreu.
O desaparecimento de Denirson começou a ser acompanhado pela polícia no dia 20 de junho, quando Jussara, acompanhada da cunhada, procurou a delegacia de Camaragibe informando que viu o marido pela última vez no dia 31 de maio. Ela e o filho Danilo tiveram a prisão preventiva determinada pela Justiça no dia 5 de julho, a pedido da delegada responsável pelo caso, Carmem Lúcia, e prorrogada por mais 30 dias no dia 5 de agosto.
Alexandre Oliveira, advogado de defesa de Danilo e Jussara, explicou que está estudando o laudo para poder se pronunciar sobre o assunto. Mas a defesa já havia dito anteriormente que acreditava que o crime teria sido praticado por uma das testemunhas do caso, baseado em contradições dos depoimentos prestados por eles. A doméstica Josefa da Conceição, o jardineiro Emanoel Bezerra e o ajudante José Antônio, assim como o porteiro do condomínio Toquarto de Castro, Egnaldo Daniel Bezerra, divergiram sobre as datas em que estiveram presentes no local do crime. “Eles deveriam ser tratados como suspeitos”, disse, à época, o advogado. (Folha PE).






